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Posts Tagged ‘gibiteca de fortaleza’

A cada sábado a Gibiteca tem crescido mais. Os visitantes deixaram de ser apenas visitantes e tornaram-se fiéis freqüentadores do nosso espaço. Eles não somente utilizam nosso acervo, mas também dão suas contribuições e levantam discussões durante as palestras. A última delas ocorreu no sábado do dia 29 e trouxe Rafael Vieira que é mestrando em Computação Gráfica e bacharel em Ciências da Computação pela UFC. O tema não poderia ser mais interessante: Computação Gráfica. Os amantes de HQs e dos modernos jogos de videogame puderam conferir um mundo da animação além do Gibi.DSC_0021

Rafael disse que computação gráfica não é somente saber mexer em programas de edição. Ela é um ramo da Ciência da Computação que estuda técnicas para gerar e manipular gráficos em computador. Ele ressaltou a importância de os profissionais de hoje terem a noção do alto nível em que se encontram os trabalhos nessa área. E para trazer o público para mais perto desse mundo, ele mostrou vídeos, filmes (Cars, Ratatoulle) e games (Batman, Spider-man) que utilizam os gráficos em suas composições.

Com um apanhado geral das técnicas, Rafael falou do princípio da produção com as unidades mínimas como o pixel e o voxel, os vetores e as matrizes. Todos eles formando as estruturas dos desenhos (as malhas) que constituem a fase inicial do processo de criação: a modelagem. Os processos seguintes são o rendering (colocação de luz, textura, sombras, transparência e opacidade através de várias técnicas) e, por fim, a animação, ou seja, “dar vida” ao gráfico. Para isso um dos procedimentos utilizados é a captura de movimentos com roupas especiais.

panorama do papo com o rafael. click na imagem pra ver maior.

panorama do papo com o rafael. click na imagem pra ver maior.

Por fim, Rafael trouxe a animação pra mundo dos gibis e mostrou games baseados em HQs famosas como Yu-Yu Hakusho, Naruto e Batman. Para quem perdeu o evento, disponibilizaremos imagens em breve. O melhor mesmo é não perder a programação que continuará em setembro durante as manhãs (10h) de sábado. Não percam o encontro com a Oficina de Quadrinhos da UFC no próximo dia 5. Até a próxima!

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einstein e quadrinhos na gibiteca

A programação da Gibiteca está firme e forte nas manhãs de sábado. Às 10h do feriado do dia 15 de agosto, contamos com a presença dos irmãos João Belo Jr. e Júlio César Belo. Eles contaram um pouco da produção da história em quadrinhos “Onde a luz fez a Curva” que comemorou 10 anos de sua primeira publicação (1999).

Apesar de não viverem oficialmente de quadrinhos, os “irmãos Belo” continuam produzindo HQs e volta e meia ganham prêmios. Contam que sempre gostaram de desenhar, mas foi na Oficina de Quadrinhos da UFC (1995) que desenvolveram as técnicas dessa arte. Publicaram na revista PIUM pela UFC e participaram do fanzine Demolição.

A idéia de criar uma revista em quadrinhos que falasse sobre a teoria da relatividade de Einstein foi da Universidade do Vale do Acaraú (UVA). Feita numa parceria entre a professora Maria Norma Maia Soares e a Oficina de Quadrinhos da UFC, a obra pretendia relatar a vida de Einstein e a sua teoria da relatividade, comprovada durante um eclipse solar na cidade de Sobral – o evento comemorava 80 anos na época da primeira edição da revista.

joão belo e júlio césar belo

joão belo e júlio césar belo

Os Irmãos Belo, além de Geraldo Jesuíno e Walber Feijó formaram a equipe criativa da revista voltada principalmente para o público estudantil, pois, segundo João Belo “é uma obra educativa” e não teve caráter comercial.

Os irmãos contam que tiveram de reduzir a obra de 80 para 35 páginas, e que a revista trata, além da teoria da relatividade e da vida de Einstein, da cidade de Sobral. Para isso eles fizeram muitas pesquisas e usaram fotografias originais como base. O roteiro levou 4 meses para ser finalizado e ambos se revezaram para fazer os desenhos. O maior parte da cor, em aquarela, foi feita por Walber Feijó. Eles também criaram um personagem, o Sobralito, para narrar a história. Segundo os autores, a maior dificuldade foi adaptar para os quadrinhos a teoria de Einstein de uma forma mais didática.

180

180 graus da sala no momento da palestra

João Belo Jr. e Júlio César Belo doaram 3 exemplares da primeira edição da revista para o acervo da Gibiteca e os usuários já podem ter acesso. Disponibilizaremos em breve  podcasts da palestra para quem quiser ficar por dentro de tudo que aconteceu. Também não deixem de comparecer a ao próximo encontro no sábado do dia 22/08. Teremos Silveira Neto falando da Pixel Arte. Até a próxima!

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daniel brandão no auditório da biblioteca dolor barreira

daniel brandão no auditório da biblioteca dolor barreira

A Gibiteca Municipal de Fortaleza acaba de inaugurar a sua programação oficial que ocorre todas as manhãs de sábado. Realizada no último 1º de agosto às 9hs, uma conversa informal sobre “Quadrinhos e Literatura” foi comandada pelo experiente ilustrador e quadrinista Daniel Brandão, que desde 1995 trabalha no meio e que hoje, além de desenhar para editoras como a AK Comics e Dark Horse, tem seu próprio estúdio profissional de quadrinhos.

DSC_0003-baixaO evento, que contou com a presença e comentários de quadrinistas como o  professor Geraldo Jesuíno Ramon Cavalcante, teve como temática principal a discussão em torno das adaptações de obras literárias para os quadrinhos ressaltando as diferenças entre os dois. Além disso, questionou o que caracterizaria uma boa adaptação quadrinística e enfatizou a importância da legitimação e da potencialidade dessa mídia com o objetivo de extinguir o que Daniel chamou de “complexo de inferioridade” do meio.

Após um breve histórico sobre essa ligação entre Quadrinhos e Literatura, Daniel afirmou que, para ele, são evidentes as diferenças entre os dois, apesar de achar válida a parceria das mídias, pois ela tem contribuído para uma maior aceitação dos quadrinhos. Segundo o professor Jesuíno, “o quadrinho pode conviver muito bem com literatura, mas não é literatura”. Ele também disse que é impossível haver transliteração. Há sim a adaptação de uma mídia a outra com sua linguagem própria. Já Ramon, evidenciou a questão do suporte como meio de distinção das mídias.

DSC_0001-baixaCom essa discussão, a Gibiteca pretende dar início a luta pela afirmação dos quadrinhos como uma mídia única e de qualidade. Junto com Daniel Brandão, que fez também doações ao acervo (uma delas foi sua obra adaptada de O Príncipe de Maquiavel), ela ressalta a importância de se incentivar a independência do meio, sem deixar de lado a importância da coexistência pacífica com a Literatura.

Em breve estaremos disponibilizando podcast e vídeos da palestra.

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Criamos este Blog para mantermos um contato mais próximo com o usuário da Gibiteca Municipal de Fortaleza. Aqui você poderá ter uma experiência mais profunda em relação ao que acontece na nossa programação:  notícias, podcasts, vídeos, imagens e um pouco do nosso dia-dia.

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