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Posts Tagged ‘Geraldo Jesuíno’

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einstein e quadrinhos na gibiteca

A programação da Gibiteca está firme e forte nas manhãs de sábado. Às 10h do feriado do dia 15 de agosto, contamos com a presença dos irmãos João Belo Jr. e Júlio César Belo. Eles contaram um pouco da produção da história em quadrinhos “Onde a luz fez a Curva” que comemorou 10 anos de sua primeira publicação (1999).

Apesar de não viverem oficialmente de quadrinhos, os “irmãos Belo” continuam produzindo HQs e volta e meia ganham prêmios. Contam que sempre gostaram de desenhar, mas foi na Oficina de Quadrinhos da UFC (1995) que desenvolveram as técnicas dessa arte. Publicaram na revista PIUM pela UFC e participaram do fanzine Demolição.

A idéia de criar uma revista em quadrinhos que falasse sobre a teoria da relatividade de Einstein foi da Universidade do Vale do Acaraú (UVA). Feita numa parceria entre a professora Maria Norma Maia Soares e a Oficina de Quadrinhos da UFC, a obra pretendia relatar a vida de Einstein e a sua teoria da relatividade, comprovada durante um eclipse solar na cidade de Sobral – o evento comemorava 80 anos na época da primeira edição da revista.

joão belo e júlio césar belo

joão belo e júlio césar belo

Os Irmãos Belo, além de Geraldo Jesuíno e Walber Feijó formaram a equipe criativa da revista voltada principalmente para o público estudantil, pois, segundo João Belo “é uma obra educativa” e não teve caráter comercial.

Os irmãos contam que tiveram de reduzir a obra de 80 para 35 páginas, e que a revista trata, além da teoria da relatividade e da vida de Einstein, da cidade de Sobral. Para isso eles fizeram muitas pesquisas e usaram fotografias originais como base. O roteiro levou 4 meses para ser finalizado e ambos se revezaram para fazer os desenhos. O maior parte da cor, em aquarela, foi feita por Walber Feijó. Eles também criaram um personagem, o Sobralito, para narrar a história. Segundo os autores, a maior dificuldade foi adaptar para os quadrinhos a teoria de Einstein de uma forma mais didática.

180

180 graus da sala no momento da palestra

João Belo Jr. e Júlio César Belo doaram 3 exemplares da primeira edição da revista para o acervo da Gibiteca e os usuários já podem ter acesso. Disponibilizaremos em breve  podcasts da palestra para quem quiser ficar por dentro de tudo que aconteceu. Também não deixem de comparecer a ao próximo encontro no sábado do dia 22/08. Teremos Silveira Neto falando da Pixel Arte. Até a próxima!

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DSC_0022-baixaDando seguimento à linha de Quadrinhos e Literatura, no último sábado (8 de agosto), às 10h, a programação da Gibiteca contou com a presença do artista gráfico, desenhista e professor Geraldo Jesuíno. Ele nos contou um pouco do que foi executar o ousado empreendimento da revista Moreira Campos em Quadrinhos feita por alunos da Oficina de Quadrinhos da UFC orientados pelo próprio Jesuíno no ano de 1995 e que trouxe contos famosos do escritor cearense Moreira Campos.

A Oficina de Quadrinhos da UFC foi criada em 1989 e existe até hoje. Na época, os alunos tinham experiências práticas através de publicações como a PIUM e a Carbono 14, mas o professor Jesuíno, que comandava a atividade, achou que aquilo não era suficiente e convocou os jovens Fernando Lima, Paulo Henrique, Paulo Amoreira, Silas Rodrigues, Walber Feijó e Weaver Lima para um desafio: produzir em conjunto uma adaptação literária de um artista regional, usando técnicas experimentais, sem grandes recursos de materiais e sem remuneração.

Mesmo com as dificuldades e dúvidas, esses “caras” levaram a obra até o fim. Os encontros ocorriam aos sábados e a obra de Moreira Campos foi a eleita para o trabalho. Segundo Jesuíno, não poderia ter feito uma escolha melhor, pois “ele era uma figuraça. Um senhor contista”. Ele só lamentou que o autor tivesse morrido antes de ver a obra pronta. Assim, a empreitada durou 5 anos. Uns quiseram desistir, outros foram mais disciplinados. Jesuíno conta que Fernando Lima “ficou meio perdidão” ,  com muitas opções de histórias sem conseguir se decidir. Mas, em um encontro com o próprio Moreira Campos – que lhe deu um conto inédito em mãos para que ilustrasse, o jovem decidiu continuar.

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a conversa aconteceu dentro da gibiteca de fortaleza

O professor apresentou também o processo específico de construção de cada conto e falou com saudades do projeto, das experiências trocadas com os alunos, das coisas malucas que fizeram pela cidade. Mostrou originais e doou 3 exemplares da revista para o acervo da Gibiteca que podem ser lidos por vocês quando quiserem. Não deixem de conferir em breve os detalhes dessa palestra com podcast e imagens que estarão disponíveis em breve. Não esqueçam também de comparecer ao próximo encontro que terá os irmãos Belo falando sobre os 10 anos de “Onde a Luz Fez a Curva” no mesmo batlocal e mesmo bathorário.

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daniel brandão no auditório da biblioteca dolor barreira

daniel brandão no auditório da biblioteca dolor barreira

A Gibiteca Municipal de Fortaleza acaba de inaugurar a sua programação oficial que ocorre todas as manhãs de sábado. Realizada no último 1º de agosto às 9hs, uma conversa informal sobre “Quadrinhos e Literatura” foi comandada pelo experiente ilustrador e quadrinista Daniel Brandão, que desde 1995 trabalha no meio e que hoje, além de desenhar para editoras como a AK Comics e Dark Horse, tem seu próprio estúdio profissional de quadrinhos.

DSC_0003-baixaO evento, que contou com a presença e comentários de quadrinistas como o  professor Geraldo Jesuíno Ramon Cavalcante, teve como temática principal a discussão em torno das adaptações de obras literárias para os quadrinhos ressaltando as diferenças entre os dois. Além disso, questionou o que caracterizaria uma boa adaptação quadrinística e enfatizou a importância da legitimação e da potencialidade dessa mídia com o objetivo de extinguir o que Daniel chamou de “complexo de inferioridade” do meio.

Após um breve histórico sobre essa ligação entre Quadrinhos e Literatura, Daniel afirmou que, para ele, são evidentes as diferenças entre os dois, apesar de achar válida a parceria das mídias, pois ela tem contribuído para uma maior aceitação dos quadrinhos. Segundo o professor Jesuíno, “o quadrinho pode conviver muito bem com literatura, mas não é literatura”. Ele também disse que é impossível haver transliteração. Há sim a adaptação de uma mídia a outra com sua linguagem própria. Já Ramon, evidenciou a questão do suporte como meio de distinção das mídias.

DSC_0001-baixaCom essa discussão, a Gibiteca pretende dar início a luta pela afirmação dos quadrinhos como uma mídia única e de qualidade. Junto com Daniel Brandão, que fez também doações ao acervo (uma delas foi sua obra adaptada de O Príncipe de Maquiavel), ela ressalta a importância de se incentivar a independência do meio, sem deixar de lado a importância da coexistência pacífica com a Literatura.

Em breve estaremos disponibilizando podcast e vídeos da palestra.

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